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Fazenda dos Bambus – Instituto Jatobá – Pardinho – SP
Fotos: Vera L. R. Laporta
Pois é... a Fazenda dos Bambus fica no município paulista de Pardinho, ali perto de Botucatu, incrustada na serra - numa cuesta - , confome aprendi com a bióloga Bia, do Centro Cultural Max Feffer, de Pardinho. Este local, o Centro Cultural, merece uma matéria especial e terá, pois representa a visão arrojada de uma pessoa que encarna um ideal humanitário – a Betty Feffer, presidente do Instituto Jatobá, mantenedor da fazenda dos Bambus e do Centro Cultural.
Esta visão concretizou-se numa belíssima obra arquitetônica implantada numa praça de Pardinho e dinamizada por uma política cultural inclusiva, integradora e de alto potencial criativo e transformador, que apóia-se no desenvolvimento da sustentabilidade local. Aqui, bem pertinho da gente, um município de cerca de 7.000 habitantes realiza um dos sonhos do mundo! Um referencial para quem está sintonizado com as necessidades planetárias e a contemporaneidade. Um exemplo de política social que entrelaça cultura, educação e a sustentabilidade do município. Só vendo pra crer!

Centro Cultural Max Feffer (vista lateral noturna) – Pardinho - SP
A Fazenda dos Bambus faz parte deste complexo ativo do Instituto Jatobá e foi lá que aconteceu o II ENCONTRO DE MEMBROS DO CETRANS - Centro de Educação Transdisciplinar - do qual participei neste último final de semana. Foi assim que fui parar lá, graças a Deus!
A fazenda é belíssima e está empenhada na formação de um viveiro que abastece seu plantio de bambus (já tem 10.000 plantados) - de várias espécies - , como nos explicou o Elizeu, administrador da fazenda e mago que replica as mudas de bambu e ainda ensina quem quer aprender!
Aliás, tem muita coisa que acontece por lá que parece mágica! Mas depois vou contando um pouco sobre elas, apenas para estimular os espíritos empreendedores a conhecê-la, pois só quem for lá poderá compreende-las verdadeiramente.
Vocês podem não acreditar, mas no viveiro dos bambus, a céu aberto, temos música (da melhor qualidade) que estimula o crescimento harmônico das plantas – isso porque já está comprovado que o efeito sonoro do que nos cerca interfere e muito no nosso estado de equilíbrio e saúde. Você sabia?
É assim que é: quem sabe faz, quem não sabe ainda vai ter que aprender...com quem sabe e faz!
Vista parcial do Viveiro de Bambus
O bambu reina absoluto na fazenda. Dos jardins construídos obedecendo e valorizando a topografia natural da região (há bambus de várias espécies e estágios de crescimento) – até o cardápio vegetariano primorosamente produzido pelas fadas (Odete e Ana Lucia) na cozinha e oferecido aos hóspedes no refeitório da fazenda!
Gente, há uma variedade de pratos maravilhosos que tem como componente básico o bambu. Uma delícia !!!
 
Alimentação natural e vegetariana
Mas há uma espécie nativa que ergue-se no patamar mais alto do jardim e coroa a fazenda dos Bambus – é o Jatobá – que esparrama sua majestade, sobre todo território. De noite, ele tem um sistema de iluminação perfeito e oculto, onde a luz parece irradiar de dentro dele. Imenso e poderoso, ele reverbera vida e personifica o encantamento de todo o lugar. Quase um santuário! Para mim foi um caso de amor à primeira vista, desde o dia em que recebi a sua foto.

Foto do Instituto Jatobá – Fazenda dos Bambus – Pardinho - SP
Não vou falar de todos os mistérios que a Fazenda dos Bambus preserva, porque mistérios não são contados, revelam-se! Mas, deles faz parte a fada-madrinha Cibele Marquez (como foi apelidada por nós) que comanda toda esta orquestração com carinho e delicadeza infinitas e um sorriso aberto no rosto e no coração. Eu desconfio que ela dispõe de uma invisível varinha de condão, feita de bambu. Junto dela, esteve também o Francis, um francês com certo jeito indígena – amigo e guardião da natureza e do lugar.
Sempre silencioso e presente, ele aparecia nos momentos mais oportunos, necessários e inusitados – às vezes todo sujo de terra numa espécie de bug carregado de ferramentas agrícolas e outros equipamentos desconhecidos para mim. Em outras, ele tocava um estranho instrumento musical japonês (ele viveu alguns anos no Japão), numa gruta natural toda iluminada por archotes e velas, no meio do nada, ao som das águas que caiam do lado de fora.
Eu, que fiquei observando, tive a impressão que ele muitas vezes se materializava em algum ponto da mata por onde fizemos a trilha e depois reaparecia em outro. Terá sido um sonho? Se foi, aconteceu em noite estrelada, enquanto eu estava dormindo nos lençóis macios e perfumados da Casa Azul na Fazenda dos Bambus. Tem também o Celeiro, onde aconteceram nossos encontros de estudo, o Jardim Zen e muitos outros recantos, histórias e descobertas que não cabem aqui neste espaço de texto.
Mas, se você não está acreditando que tudo isso está lá num lugar só (e pertinho daqui) e quiser comprovar, fale comigo que eu ensino como se chega na Fazenda dos Bambus!

Fazenda dos Bambus – Pardinho - SP
Teresa Cristina F. Bongiovanni
tcristinaf@terra.com.br
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